quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Festas (organização)

Organização de festas


Preparação


  • uns dias antes faça a ementa com produtos da época melhores e mais frescos que consiga comprar.
  • tente fazer uma ementa que inclua um ou dois pratos que possa congelar porque assim terá possibilidade de os cozinhar com antecedência. Dê uma volta à despensa para ver o que lhe falta e faça uma lista de compras.
  • não tente fazer nada que nunca tenha feito. É preferível servir um prato único com saladas e uma tábua de queijos variada do que fazer três ou quatro pratos complicados que precisam da sua atenção e que, pior ainda, possam sair mal no último minuto.
  • procure manter um ambiente tranquilo.Não pense em arrumações excessivas; as coisas dispostas à sua maneira é que tornam sua casa interessante aos olhos dos outros. É preferível que os seus convidados venham conversar consigo para a cozinha do que ficarem formalmente sentados na sala.
  • tenha sempre refrescos não alcoólicos para os que guiam.


Ementas

  • combine pratos de sabor, cor e textura variados além do aspecto e teor calórico diferente. Faça os possíveis para que um prato não seja seguido por  outro conzihado com os mesmos ingrediente ou com a mesma cor.
  • contrabalance um prato mais pesado com um mis ligeiro como, por exemplo uma salada de fruta.


O que deve estar pronto ao chegarem os convidados


  • O prato principal deve estar pronto e manter-se quente.
  • Os legumes devem estar arranjados e já preparadas as panelas para os coser.
  • as saladas devem estar preparadas, assim como o molho com que serão temperadas.
  • as sobremesas quentes devem estar prontas a meter no forno.
  • as sobremesas frias devem conservar-se no frigorífico.
  • o pão deve pôr-se a aquecer.
  • se a refeição é quente, as travessas devem manter-se no forno ou na gaveta do fundo do fogão para se conservarem quentes.
  • os queijos deverão aguardar numa refeição mais quente da casa.
  • o vinho tino já deve estar aberto e também guardado numa divisão mais quente; o vinho branco ou o champanhe devem manter-se no frigorífico.
  • a mesa já deve estar posta.
  • o café, já medido, deve estar pronto a ser feito e as chávenas  colheres e pires, o açúcar e natas, preparadas.
  • na sala já devem estar os aperitivos, o gelo e as bebidas, os copos.
  • deve pôr-se toalhas lavadas na casa de banho e ver se há sabonete.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Viver é isto:


Viver é isto: ficar-se  equilibrando o tempo todo entre escolhas e consequências.
(Jean Paul Satre)

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Rosmarinus officinalis



Alecrim   -   labiadas


Romarinus officinalis


O alecrim, ou orvalho do mar, ocupa um lugar muito especial no coração dos que o consideram a essência do jardim de “ervas” estival. É usado por cozinheiros e boticários desde os tempos mais remotos. Com fama de reforçar a memória, cedo se tornou o emblema da fidelidade dos amantes.

Outrora, queimava-se alecrim resinoso nos quartos dos doentes, para purificar o ar, e espalhavam-se os seus ramos nos tribunais, a fim de afastar a “febre  das cadeias” (tifo).Durante a peste, era transportado em bolsinhas à volta do pescoço, que se cheiravam quando se viajava por zonas suspeitas. Nalgumas aldeias mediterrâneas, põe-se a roupa branca a secar em cima de alecrim para que o sol liberte o seu aroma, que repele as traças. Também é uma boa planta para vedações de jardim.

Além do alecrim comum, existem muitas variedades, incluindo uma nova e vigorosa, erecta, chamada Sawyer’s selection, com grandes flores malva azuladas, que pode atingir dois metros e meio em três anos. Há também uma variedade de extremidades douradas, e os textos antigos mencionam uma outra prateada. 


 Folha – resinosa, coriácea, linear e verde-escura.


Folhas secas – conservam bem o aroma e podem guardar-se.



Caule – quadrado e torna-se lenhoso no segundo ano.

Caule seco – retiradas as folhas os caules do alecrim podem ser queimados numa fogueira ou num churrasco, libertando um excelente aroma.  

Sementes – castanho amarelado, oleosa e pequena.

Duração – arbusto rustico e persistente.

Altura – um e dois metros. Há agora uma nova variedade que pode ir até dois metros e meio.

Utilização


Na culinária – Flor – Misturar, fresco, na salada . cristalizar ,para guarnição. Esmagar com açúcar, misturar com natas e juntar aos purés de fruta.

Folha – Adicionar moderadamente a vários pratos de carne, especialmente no borrego e no porco. Usar para aromatizar batatas assadas, e fazer manteiga de ervas para os legumes.



Em casa ramo – colocados dentro de um  aposento, os ramos frescos arrefecem o ar.

Na cosmética – no banho – estimula a circulação.

Para aromatizar - Folha – usar em pot-pourri.


Caule - espalhar caules de alecrim nos churrasco, para afastar os insectos.

Na medicina – estimula a circulação, e ao aumentar o fluxo sanguíneo nos sítios onde é aplicada, alivia a dor. Ajuda a fazer a digestão das gorduras.

     
Local – Exposição ao sol. Proteger dos ventos e dos frios. Nos jardins frios ou expostos, cultivar num vaso grande; no verão, enterra-lo no exterior, mas, no inverno, pô-lo numa estufa ou dentro de casa, em local onde bata o sol.

Solo – muito bem arejado. Em solo calcário, o alecrim é mais pequeno, mas, ao mesmo tempo, mais perfumado. Para que tenha mais cálcio, pôr-lhe cascas de ovos ou cinzas de madeira.

Propagação – Semear sob condições aquecidas, na primavera, ou no exterior, no verão. A germinação é irregular; necessita, no mínimo de vinte graus. É melhor propagar por estacas ou mergulhia.

Crescimento – Quando os rebentos forem suficientemente grandes, transplantar com intervalos de sessenta a noventa centímetros. Pode ser cultivado em vasos, dentro de casa.

Colheita – apanhar em pequenas quantidades durante todo o ano. Fazer a colheita principal das folhas antes da floração.

Conservação – secar os galhos e os ramos. Tirar as folhas antes de guardar. Esmagá-las mesmo antes de usar. Esmagá-las mesmo antes de usar, para não perderem o aroma.

             
           

                         

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Mentha


Mentha (espécies)

Hortelãs   -  Labiadas

Na mitologia grega, Minthe era uma  ninfa amada por Plutão, que a transformou nesta “erva” aromática depois de a sua ciumenta mulher tomar medidas drásticas. Desde então, as hortelãs têm sido sempre muito apreciadas, e pode avaliar-se bem o seu alto valor a partir das referências bíblica segundo as quais os Fariseus, recebiam os impostos em hortelã, aneto e cominhos. Os Hebreus espalhavam-na no chão das sinagogas, e esta ideia foi repetida séculos mais tarde, nas igrejas italianas.
A hortelã, enquanto símbolo da hospitalidade, foi mencionada pelo poeta romano Ovídio, ao contar a história de dois camponeses, Baucis e Philemon, que limpavam a mesa com ela antes de servirem os convidados. Em 1597, Gerard foi mais longe: “ Costumam espalha-la nos sítios de recreio, prazer e lazer, onde se fazem as festas e os banquetes”. Os Romanos também usavam hortelã para aromatizar vinhos e molhos. E como as mulheres que  bebiam vinho podiam ser condenadas à morte, as que o faziam em segredo disfarçavam o hálito mastigando uma pasta de hortelã e mel.
Durante o século IX, foram introduzidas na Europa muitas variedades, tantas que houve um monge que, nessa altura, escreveu que antes preferia contar as centelhas da fornalha de Vulcano.



Folha – Ovada, aguda, aromática, verde e rugosa devido às nervuras fundas.

Flor - 



Folha secas – Conservam bem o aroma, indicadas para chás, culinária e fins medicinais.


Caule – Quadrado, verde e ramoso na parte de cima.

Sementes – Castanho-escura,  mais ou menos esférica e pequena.


Utilização

Na decoração – Flor - secar as lígulas para dar mais cor aos pot-pourris.

Na culinária – Flor - usar as lígulas abundantemente para dar uma cor de açafrão e um leve gosto picante (não é o do açafrão) ao arroz, sopas de peixe e de carne, queijo-creme, iogurte, manteiga, omeletas, pratos com leite, bolos e pães doces.

Folha - Salpicar em saladas e guisados.

Na medicina – Flor - Beber em infusão para a digestão; também em infusão, para lavar a boca, contra as doenças das gengivas.

Local – Sombra parcial ou sol.

Propagação – Cortar estacar da raiz ou do caule ou dividir na primavera e no Outono. No verão, mergulhar as estacas de caule em água, para crescerem raízes (Poejo semear na primavera).

Crescimento – Desbastar ou transplantarem intervalos de trinta centímetros em vasos grandes ou sacos  de politeno, para contenção das raízes invasivas. Todos os caules floridos devem ser cortados, para que não se dê uma polinização cruzada entre as variedades. Se aparecer ferrugem, desenterrar a planta e queimá-la imediatamente. Podem ser cultivadas dentro de casa.
Colheita – Apanhar as folhas mesmo antes da floração.
Conservação – Secar, congelar ou mergulhar as folhas em óleo ou vinagre.




Semear em Outubro


Semear em Outubro



Na horta:




 Semear em local definitivo agrião, cenouras e rabanetes.

Colocar em local definitivo as couves da Primavera e as alfaces de inverno.

No fim do mês plantar morangueiro, alhos e cebolinhas.


No jardim:





Estrumar, semear flores (como no mês anterior) plantar roseiras, crisântemos, lírios, 
narcisos, tulipas, cíclames, açucenas, jacintos, junquilhos, anémonas.

domingo, 16 de setembro de 2012

Salva - Salvia Officinalis


Salva  -  Salvia Officinalis
Salva Labiadas

A salsa sempre foi tida em alta estima nos vários períodos da história e em muitos continentes, devido aos seus poderes de longevidade. “ Quem tem salva no seu jardim nunca envelhece”, diz um antigo proverbio, muito usado na china, na Pérsia e em várias regiões da Europa. No século XVII, os Chineses apreciavam-na tanto que trocavam com mercadores holandeses uma única das suas folhas por três arcas de chá. O nome salvia, derivado da palavra latina salvere, que significa estar de boa saúde, curar, salvar, reflecte a sua boa reputação.
Para os Romanos, era uma erva sagrada, cuja colheita se rodeava, de cerimoniais. A pessoa escolhida para a apanhar fazia sacrifícios de vinha são aso e pão, envergava uma túnica branca e ia colhê-la de pés descalços. Nas suas instruções, os Romanos desaconselhavam o uso de ferramentas de ferro, o que é perfeitamente lógico, visto que os sais de ferro são incompatíveis com a salva.
Esta planta, com poderosas propriedades curativas, também é uma óptima “erva” culinária, que, muitas vezes, é melhor não misturar com outras. Como escreveu um cozinheiro-chefe: “Na grandiosa ópera da culinária, a salva representa a prima donna caprichosa, que se ofende por tudo e por nada. Gosta de ter o palco quase todo por sua conta” No entanto, ajuda muito a fazer a digestão de comidas com gorduras.







Flor – Geralmente de cor malva azulada. As formas de flor cor de rosa e branca são menos vulgares,


 



Folhas - Inseridas aos pares, verdes acinzentadas, muitas vezes manchadas de amarelo se forem mais velhas, espessas e tomentosas, com nervuras pronunciadas na página inferior.



Folhas secas – muito aromáticas, de cheiro intenso e penetrante.


Caule – Quadrado – verde, tomentoso, torna-se lenhoso a partir de segundo ano.


Sementes – Castanho-escuro, ovada e muito pequena, ao aquénios formam-se na base da flor

Duração – arbusto rústico e sempre-verde.
Altura – trinta a setenta e cinco centímetros.                     


Na decoração –
Folha- Fica muito bonita em coroas e bouquets.

Na culinária

Flor – Misturar nas saladas. Em infusão é um chá leve e balsâmico.

Folha – Para recheios de aves, misturar uma cebola.Cozinhar com carnes gordurosas: porco, pato e salsichas. Combinar com outros sabores intensos: enrolar em volta do fígado e saltear na manteiga: misturar nos queijos. Fazer vinagre de salva e manteiga de salva.

Em casa

Folha – Pôr folhas secas entre a roupa branca, para afastar os insectos.

Na medicina





Folha – ajuda a fazer a digestão e é anti-séptica, fungicida e contém estrogénio. Ajuda a combater a diarreia. Depois das refeições, a infusão de folhas de salva ajuda a fazer as digestões.

Nota: A salva não deve ser tomada em grandes quantidades por períodos muito longos.

Plantaçao

Local – Exposição ao sol

Solo – Leve, seco, alcalino e bem arejado.

Propagação – Semear a salva vulgar. Todas as variedades pegam por estaca; a época de enraizamento é em julho.

Crescimento – Podar depois da floração. Substituir as plantas lenhosas passados quatro ou cinco anos. Plantar com intervalos de quarenta e cinco/ sessenta centímetros. Podar frequentemente, para se mantenha ramosa. Quando as folhas amarelecem, é sinal de que as raízes talvez precisem de mais espaço. A lagarta verde come as suas folhas; tirá-las à mão ou podar e queimar as folhas.

Colheita – Apanhar as folha mesmo antes de as flores desabrocharem.

Conservação – Secar lentamente as folhas.





                                                                    


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Bom para esta tarde de domingo.