quinta-feira, 26 de julho de 2012

Valeriana (Valeriana officinalis)

Valeriana (Valeriana officinalis)

Há muito que esta antiga erva"erva" medicinal,cujo nome deriva da palavra latina valere, "estar de saúde",é apreciada.Os herbanários nórdicos, persas e chineses usavam a sua raiz, enquanto a afim V. sylvatica foi encontrada no saco-medicina dos guerreiros índios canadianos para  ser usada como anti-séptico nas feridas. A raiz fresca cheira a couro velho,mas, quando seca, assemelha-se  mais a suor bafiento. O seu nome. O seu nome antigo, V.phu, está, talvez, na origem da expressão que usamos perante algum cheiro indesejável. Durante as duas guerras mundiais, a valeriana foi usada no tratamento do choque provocado pelas granadas e da tensão nervosa.


Flor: As minúsculas flores lilás-rosado de cheiro peculiar, estão dispostas em cimeiras corimbosas e desabrocham em meados do verão.


Caule: Cilíndrico e verde, com sulcos que o distinguem do das outras valerianas.

Folhas: Com segmentos lanceoladas serrados e verde escuro com um cheiro penetrante, como o do rabão-rústico.
Sementes: Castanho claro, achatada, em forma de lágrima.

Raiz: Rizoma curto, com raízes claras, fibrosas, e rebentos a partir do segundo ano, cheiro desagradável.


Utilização:

Na decoração;Planta inteira cultivar em canteiros.

Na culinária; raiz, adicionar a sopas recheios e guisados


Na horta; ajuda ao crescimento dos vegetais circundantes, estimulando o fosforo e      a actividade das minhocas. Misturar as folhas ricas em minerais ao húmus. A raiz atrai os gatos, os vermes e as minhocas.Usar em ratoeiras.


Na cosmética; Raiz fazer uma de coação e usar para lavagens faciais, banhos calmantes e loções para combater o acne ou as erupções cutâneas.



Plantação


Local exposição; ao sol ou sombra pouco densa.Prefere ter raízes frescas e a folhagem quente.
Solo; rico em argila e humido.
Propagação; semear na Primavera , comprimindo a semente para dentro do solo, mas não tapar, para que germine. Dividir as raízes na primavera ou outono.
Crescimento; Desbastar ou transplantar com intervalos de sessenta centimetros. Pode ser cultivado dentro de casa. Colheita desenterrar toda a raiz.













quarta-feira, 25 de julho de 2012

Coentros (Coriandrum sativum)


Coentros (Coriandrum sativum)

Cultivados como "erva" medicinal e culinária há, pelo menos, três mil anos, os coentros são mencionados em textos sânscritos, em papiros egípcios, em As mil e uma noites e na Biblia, onde o maná é comparado com as sua sementes.
Foram trazidos para a Europa pelo Romanos,que, para conservar a carne, a esfregavam com uma mistura de coentros, cominhos e vinagre. Os chineses chegaram a acreditar que conferiam a imortalidade, e na Idade Média faziam parte dos elixires do amor,como sendo afrodisíacos. 
Todas as suas partes têm um aroma forte e penetrante; as suas folhas são tão apreciadas por uma tribo peruana que, quando transpiram, os seus membros até cheiram a coentros. O aroma da semente ligeiramente narcótica, muda bastante no fim da maturação. transformando-se num cheiro adocicado e picante.


Folha  Basilar
De segmentos dentados e largos, com o aroma estranho das folhas caulinares, mas com o sabor de uma aromática.




Folha caulinar 
Muito recortada em lacinias lineares e verde, com um aroma intenso e penetrante.


Flor
Umbelas frouxas e achatadas, com flores brancas  ou rosadas, do principio a meados do verão.
Semente
Pequena, redonda e bege, encerrada num fruto castanho claro, estriado e esférico; aromática.


Caule
Roliço, ramoso, verde escuro e finamente estriado.


Duração
Planta anual e rústica.
Altura sessenta centímetros.


Utilização na culinária
Semente: Usar em chutney de tomate, ratatouille,salsichas alemãs e caris; também em tortas de maçã; misturar as sementes inteiras em sopas e pratos de hortaliças.
Folha: Adicionar as folhas basilares, frescas, a guisados, saladas e molhos. Usadas nas sopas, açordas e outros pratos alentejanos.
Caule:cozinhar com feijão e sopas.
Raiz:Cozinhar a raiz fresca como se fosse uma hortaliça. Adicionar aos vários caris.
Para aromatizar
Semente: usar em potpourris 
Na medicina
Semente; mastigar ou beber em infusão (chá) como aperitivo,tónico digestivo e sedativo (fraco).

Plantação


Local : Exposição ao sol


Solo: Rico e leve


Propagação: Semear do Outono até ao Inverno,nos climas temperados, ou no principio da primavera em local definitivo, mas longe do funcho, que parece não se dar bem com a sua presença.


Crescimento: desbastar de modo a que as plantas fiquem com vinte centímetros entre si. Podem ser cultivados dentro de casa, mas muita gente que acha o seu cheiro desagradável.


Colheita: Colher as folhas novas em qualquer altura. Apanhar as sementes quando estão castanhas, mas antes de caírem. Desenterrar as raízes no Outono.


Conservação:Secar as sementes guardá-las inteiras ou pô-las em infusão, para fazer um vinagre de coentros. Congelar as folhas ou mergulhar os seus pedúnculos em água e tapa-la com um saco de plástico, para manterem a a frescura.



terça-feira, 24 de julho de 2012

Poema Reinaldo Ferreira


Quero um cavalo de várias cores
Quero um cavalo de várias cores,
Quero-o depressa, que vou partir.
Esperam-me prados com tantas flores,
Que só cavalos de várias cores
Podem servir.

Quero uma sela feita de restos
Dalguma nuvem que ande no céu.
Quero-a evasiva - nimbos e cerros -
Sobre os valados, sobre os aterros,
Que o mundo é meu.

Quero que as rédeas façam prodígios:
Voa, cavalo, galopa mais,
Trepa às camadas do céu sem fundo,
Rumo àquele ponto, exterior ao mundo,
Para onde tendem as catedrais.

Deixem que eu parta, agora, já,
Antes que murchem todas as flores.
Tenho a loucura, sei o caminho,
Mas como posso partir sozinho
Sem um cavalo de várias cores? .

(Reinaldo Ferreira)





quinta-feira, 19 de julho de 2012

Semear no Mês de Julho

Na horta semear durante o  mês de Julho:


Agrião, beldroega, alfaces, cenoura, feijão de trepar e anão, nabo, rabanete,repolho,salsa


Mãos à obra e bom  trabalho

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Aipo (Apium graveolens) Ervas Aromáticas

Aipo   (Apium graveolens)

Era com aipo que se coroavam os vencedores dos jogos memianos gregos, que se realizavam em  honra de Zeus, mas quando o filho do rei nemiano foi morto por uma cobra escondida no aipo, este passou a ser usado como coroa funerária.
Os gregos também utilizavam esta erva na medicina, e os Romanos exploraram as suas propriedades culinárias: os seus caules eram esmagados com pimenta, levístico, oregãos, cebola e vinho, para fazer puré e as folhas, misturadas com tâmaras e pinhões, constituíam um recheio para leitões. Muito mais tarde, no século XIX, os shakers americanos cultivavam on aipo para fazerem os seus remédios e outros preparados medicinais.

Flores - Pequenas , em umbélulas esverdeadas, desabrocham no fim do verão do segundo ano.

Folhas secas - O aroma do aipo branco é ligeiramente mais intenso do que o do aipo cultivado, e usam-se em sopas, caldos recheios e guizados.
Folha - Leque de folhas novas aromáticas, serradas, de um verde claro brilhante, formando uma roseta vertical no primeiro ano; o caule do segundo ano é de um verde mais escuro.

Caule - Sulcado, ramificado e verde; o caule florido cresce no segundo ano.

Duração - Planta bienal ou vivaz rústica.

Altura - 30cm a um metro 

Sementes - Muito pequenas,castanhas,  ovais e aromáticas.

Na culinária - sementes, Triturar e utilizar no sal de aipo. Adicionar às sopas, caris, caçarolas e conservas. Usar como substituto nas dietas de sal. Folha- Cortar pequenas quantidades e misturá-las em saladas, queijo-creme e recheios de aves, e servir como guarnição.Para cozer peixes e mariscos em leite, adicionar-lhes uma mancheia de folhas picadas. Misturar em sopas grossas de legumes e em guisados durante  os últimos três minutos da cozedura.

Na medicina-sementes Em decocção, como sedativo para acalmar os nervos e aliviar a flatulência.  Folhas - Rica em vitaminas, sais minerais e outros ingredientes activos de valor nutritivo. Em infusão, é um tónico, abre o apetite e alivia a indigestão.

Plantação

Local:  Exposição ao sol.

Solo: Leve, bem cavado, rico e húmido.

Propagação: Semear sob uma temperatura elevada no principio da Primavera ou no exterior, no fim desta estação. A germinação é lenta.

Crescimento: Desbastar ou transplantar com intervalos de quarenta centímetros. Não
é planta de interior.

Colheita: Colher as folhas no fim do Verão ou quando necessário. Apanhar as sementes depois de completada a sua maturação.

Conservação: Secar a semente. Secar, congelar ou fazer uma infusão das folhas em vinagre.



quinta-feira, 12 de julho de 2012

Lúcia -Lima (Ervas aromáticas)

LÚCIA -LIMA 
(Aloysia triphylla) - (Lippia citriodora)


O que imediatamente nos atrai são as folhas que têm uma fragrância pura e intensa de limão. Existem, curiosamente, poucas lendas e histórias ligadas a esta planta, oriunda da América do Sul.
A Lúcia-lima chegou à Europa no século XVIII, trazida pelos espanhóis, que a cultivaram por causa do seu óleo perfumado. Embora não seja rústica nos climas nórdicos, pode aí resistir `geada, se tiver raízes profundas e se for coberta com palha e podada. Os renovos,por vezes, aparecem muito tarde e, por isso, não se devem deitar fora as plantas antes do fim do Verão.
Características
sementes:  Pequenas, castanho- escuras, em forma de lágrima.








Flor:  Muito pequena, branca e purpura-claro; cachos na extremidade do caule e dos         ramos.




Folha: Alongada, pontiagudo, de textura áspera e intenso cheiro a limão.




Caule:  Estriado, roliço e verde; vermelho e lenhoso no segundo ano.
Duração:Arbusto semi- rústico nos climas nórdicos)
Altura: 60 a 120 cms em climas temperados; até 4 metros e meio em climas quentes.








Folhas secas: mantem um intenso cheiro a limão fresco durante dois ou três anos; excelentes para potpourris e saquinhos de cheiro.


Dicas culinárias    -     Chá de ervas folha em infusão.  Picar as folhas novas e servir  com bebidas e saladas de fruta


Plantação


Local: Sol em abrigos praticamente protegidos das geadas.
Solo: Leve, bem arejado e alcalino. O solo pobre origina plantas mais fortes, capazes de sobreviver aos Invernos frios.

Propagação: Semear na primavera. Cortar estacas no fim da Primavera. Desbastar ou transplantar com intervalos de um metro. Podar os ramos caídos para estimular o crescimento de outros. Durante o Inverno, cultivar no interior, embora as suas folhas possam cair. Podar e borrifar com  água morna na Primavera.
Colheita: Colher as folhas sempre que necessário, mas é melhor quando as flores começam  a desabrochar.
Conservação: Secar as folhas. Utilizar as folhas frescas para fazer óleo e vinagre