Entre o sono e o sonho,
Entre mim e o que em mim
é o quem eu me suponho,
Corre um rio sem fim.
Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.
Chegou onde hoje habito
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.
E quem me sinto e morre
No que me liga a mim
Dorme onde o rio corre -
Esse rio sem fim.
Fonte: Poesias de Fernando Pessoa, colecção poesia Edições Ática 6ª edição
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
domingo, 5 de dezembro de 2010
"O Sétimo selo"
"O sétimo selo" do José Rodrigues dos Santos.
O tema abordado é sobre o problema do aquecimento global, confesso que fiquei preocupada, embora este tema já faça parte do meu dia a dia, pois sou daquelas pessoas que tento contribuir com o que está ao meu alcance para ajudar a tornar o ambiente menos poluído. Mas depois de ler este livro fiquei com a convicção que o problema é mais complicado porque passa essencialmente pelas mãos dos poderosos do petróleo e da industria automóvel, que estão-se lixando para o planeta e visam apenas a obtenção dos $$$. Foi o 1º livro que li deste autor e agradou-me bastante não só pela temática mas também pela escrita que é muito interessante e nos mantém interessados até ao fim. Gostei.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
PEDRO INFANTE - QUIEN SERA
Canções da minha vida:
Este actor, galã de cinema e cantor nasceu em 1917 no México e morre em 1957, quando pilotava um avião, nesta altura tinha eu 6 anos, a minha mãe e avó gostavam muito de o ouvir daí ter memórias de ouvir esta canção na minha infância.
Rocco Granata - MARINA
Canções da minha vida:
Rocco Granata MarinaMarina
Mi sono innamorato di Marina
Una ragazza mora ma carina
Ma lei non vuol saperne del mio amore
Cosa faro' per conquistarle il cuor
Un girono l'ho incontrata sola sola
Il cuotre mi batteva mille all'ora
Quando le dissi che la volevo amare
Mi diede un bacio e l'amor sboccio'
Marina, Marina, Marina
Ti voglio al piu' presto sposar
Marina, Marina, Marina
Ti voglio al piu' presto sposar
O mia bella mora
No non mi lasciare
Non mi devi rovinare
Oh, no, no, no, no, no
O mia bella mora
No non mi lasciare
Non mi devi rovinare
Oh, no, no, no, no, no
[Instrumental Interlude]
Marina, Marina, Marina
Ti voglio al piu' presto sposar
Marina, Marina, Marina
Ti voglio al piu' presto sposar
O mia bella mora
No non mi lasciare
Non mi devi rovinare
Oh, no, no, no, no, no
O mia bella mora
No non mi lasciare
Non mi devi rovinare
Oh, no, no, no, no, no
Ano 1959 tinha 8 anos.
Esta canção transporta-me ao salão de baile dos bombeiros voluntários de Lisboa, e vejo a minha irmã Isabel, vestida com um vestido azul céu com uma facha de cetim azul escuro,parecia uma princesa a dançar com o meu cunhado Jacinto que tinha a mania que dançava muito bem e até dava um jeito, numa festa de fim de ano.
Tristao da Silva - Daquela Janela virada p'ro mar
Cancões da minha vida:
Cem anos que eu viva não posso esquecer-me
Daquele navio que eu vi naufragar
Na boca da Barra tentando perder-me
E aquela janela virada pró mar
Sei lá quantas vezes desci esse Tejo
E fui p´lo mar fora com alma a sangrar
Levando na ideia os lábios que invejo
E aquela janela virada pró mar
Marinheiro do Mar Alto
Quando as vagas uma a uma
Prepararem-te um assalto
P´ra fazer teu barco em espuma
Reparo na quilha bailando na crista
Das vagas gigantes que o querem tragar
Se não tens cautela não pões mais a vista
Naquela janela virada pró mar
Se mais ainda ouvesse mais fortes correra
Lembrando-me em noites de meio do luar
Dos olhos gaiatos que estavam à espera
Naquela janela virada pró mar
Mas quis o destino que o meu mais que dou
E já velho e cansado viesse encalhar
Na boca da barra e mesmo defronte
Naquela janela virada pro mar
Marinheiro do mar alto
Olha as vagas uma a uma
Preparando-te um assalto entre montes de alva espuma
Por mais que elas bailem numa louca orgia
Não trazem desejos de me torturar
Como aquela doida que eu deixei um dia
Naquela janela virada pró mar
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